terça-feira, 2 de agosto de 2011

"A regreção da redassão"

Semana passada recebi um telefonema de uma senhora que me deixou surpreso.
Pedia encarecidamente que ensinasse seu filho a escrever.
- Mas, minha senhora - desculpei-me -, eu não sou professor.
- Eu sei. Por isso mesmo. Os professores não têm conseguido muito.
- A culpa não é deles. A falha é do ensino.
- Pode ser, mas gostaria que o senhor ensinasse o menino. O senhor escreve muito bem.
- Obrigado - agradeci -, mas não acredite muito nisso. Não coloco vírgulas e nunca sei onde botar os acentos. A senhora
precisa ver o trabalho que dou ao revisor.
- Não faz mal - insistiu -, o senhor vem e traz um revisor.
- Não dá, minha senhora - tornei a me desculpar -, eu não tenho o menor jeito com crianças.
- E quem falou em crianças? Meu filho tem 17 anos.
Comentei o fato com um professor, meu amigo, que me respondeu: "Você não deve se assustar, o estudante
brasileiro não sabe escrever". No dia seguinte, ouvi de outro educador: "O estudante brasileiro não sabe escrever".
Depois li no jornal as declarações de um diretor da faculdade: "O estudante brasileiro escreve muito mal".
Impressionado, saí a procura de outros educadores. Todos me disseram: acredite, o estudante brasileiro não sabe
escrever.
Passei a observar e notei que já não se escreve mais como antigamente. Ninguém mais faz diário, ninguém
escreve em portas de banheiros, em muros, em paredes. Não tenho visto nem aquelas inscrições, geralmente
acompanhadas de um coração, feitas em casca de árvore. Bem, é verdade que não tenho visto nem árvore.
- Quer dizer - disse a um amigo enquanto íamos pela rua - que o estudante brasileiro não sabe escrever? Isto é ótimo para mim. Pelo menos diminui a
concorrência e me garante emprego por mais dez anos.
- Engano seu - disse ele. - A continuar assim, dentro de cinco anos você terá que mudar de profissão.
- Por quê? - espantei-me.
- Quanto menos gente sabendo escrever, mais chance eu tenho de sobreviver.- E você sabe por que essa geração não sabe escrever?
- Sei lá - dei com os ombros -, vai ver que é porque não pega direito no lápis.
- Não senhor. Não sabe escrever porque está perdendo o hábito da leitura. E quando o perder completamente, você vai escrever para quem?
Taí um dado novo que eu não havia considerado. Imediatamente pensei quais as utilidades que teria um jornal no futuro: embrulhar carne?
Então vou trabalhar num açougue. Serviria para fazer barquinhos, para fazer fogueira nas arquibancadas do Maracanã, para forrar sapato furado ou
para quebrar um galho em banheiro de estrada? Imaginei-me com uns textos na mão, correndo pelas ruas para oferecer às pessoas, assim como
quem oferece hoje bilhete de loteria:
- Por favor amigo, leia - disse, puxando um cidadão pelo paletó.
- Não, obrigado. Não estou interessado. Nos últimos cinco anos a única coisa que leio é a bula de remédio.
- E a senhorita não quer ler? - perguntei, acompanhando os passos de uma universitária. – A senhorita vai gostar. É um texto muito curioso.
- O senhor só tem escrito? Então não quero. Por que o senhor não grava o texto? Fica mais fácil ouvi-lo no meu gravador.
- E o senhor, não está interessado nuns textos?
- É sobre o quê? Ensina como ganhar dinheiro?
- E o senhor, vai? Leva três e paga um.
- Deixa eu ver o tamanho - pediu ele.Assustou-se com o tamanho do texto:
- O quê? Tudo isso? O senhor está pensando que sou vagabundo? Que tenho tempo para ler tudo isso? Não dá para resumir tudo em cinco linhas?
[...] os estudantes não escrevem, não leem, não falam, não pensam. Tudo isso me faz pensar que estamos muito mais perto do que imaginava da Idade da Pedra. A prosseguir nessa regressão, ou regredir nessa progressão, não demora muito e estaremos todos de tacape na mão reinventando os hieróglifos. Neste dia então a palavra escrever ganhará uma nova grafia: ex-crever.
NOVAES. Carlos Eduardo.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Continuo esperando!

Costumamos esperar demais das pessoas.
Esperamos que elas sintam por nós o que sentimos por elas
Esperamos que elas sejam fiéis assim como prometeram
Esperamos que elas nos ajudem, assim como as ajudamos
Esperamos um sorriso, assim como costumamos espalhar um
Esperamos consideração, esperamos compaixão, esperamos amizade
Acabamos esquecendo que, a unica pessoa de quem devemos esperar algo, somos nós mesmos!



Alguém me perguntou hoje como eu me definiria...
Rapidamente respondi com várias características
Decidida, teimosa, extremamente de bem com a vida, me irrito facilmente, quando eu quero algo e não consigo eu fico me lamentando muito, e tento tento tento até conseguir, extremamente racional para algumas coisas, e irracional para outras, principalmente nas que deveria pensar! Persistente, positiva, preguiçosa, risonha, piadista, carinhosa, extremamente carente, amante da música, amante dos animais, inquieta, odeio esperar, odeio ficar curiosa e odeio ser contrariada!

Definir suas características não significa limitar-se a elas, significa conhecer a si mesmo, aceitar-se como és, e ter a capacidade de superá-las quando necessário!


Fiquem com Deus!

domingo, 15 de maio de 2011

Esquece que o que ficou pra trás, não é o que vai fazer você feliz, agora!



domingo, 8 de maio de 2011

Deixo assim ficar, subentendido!


Fico pensando onde está você e se você estaria pensando em me encontrar [...] se você me ver pode acenar pra mim, já pensou que louco te encontrar assim? 

sexta-feira, 6 de maio de 2011




É engraçado a forma com que as coisas acontecem...
Você vive se esquivando de algumas coisas, quando não precisa mais esquivar, as coisas não acontecem...
Você nunca ganhou uma galinha de rifa, logo, és premiado com algo...
Você sempre olhou alguém e teve vontade de conhecer e conversar, esse alguém aparece na sua vida de uma forma inesperada...
Você acha que vai se ferrar nas notas da faculdade, e elas estão cada vez melhores...
Você pensa que as pessoas são maldosas, vem alguém que faz você calar a boca com tamanha doçura e pureza...
Você pensa que tem auto-controle, até se sentir totalmente desesperada e sem saber o que fazer...
Você pensa que algo não vai afetar a tua vida, e você se sente totalmente desnorteada em frente a uma situação...
Você acha que não sabe nada, e acaba se surpreendendo com a própria sabedoria...
Você acha que as coisas vão mal, mas nada está tão ruim que não possa piorar...
Você pode pensar que algumas coisas são azar, mas acaba esquecendo a sorte que tem de poder viver tudo isso!